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YOGA E EMAGRECIMENTO

Você deve estar se perguntando… Yoga emagrece?
O que de fato fez com que o CREEO trouxesse esta prática milenar para
a rotina dos pacientes? Estão optando pelo “Zen”?

Nada disso gente!

Não estamos preconizando práticas alternativas e menos ainda propagandas da
moda relativas à meditação ou práticas holísticas (embora respeitemos toda a
“integralidade do ser” e suas práticas alternativas). Mas o fato aqui é: yoga é
ciência! É teoria milenar fundamentada em estudos atuais que trazem uma
perspectiva interessante no olhar do equilíbrio alimentar e perda de peso.

E então, o que o Yoga tem a ver com emagrecer?

Indiretamente tem tudo a ver. Yoga se conecta de forma direta com
saúde e equilíbrio alimentar principalmente pela consciência corporal que essa
prática proporciona. A meditação e os exercícios de respiração ajudam a ter
maior consciência do nosso corpo e das nossas sensações físicas. Logo, na
medida em que nos conectamos de forma mais atenta ao nosso corpo, vamos
tomando perspectiva das nossas escolhas alimentares e aos poucos podemos
até perceber os efeitos que cada alimento traz para o nosso organismo.
Sabemos que o comer emocional tem sido uma prática automática
nos nossos dias. Ou seja, comemos por impulso quando determinadas
emoções aparecem, em especial a ansiedade, famosa sensação presente
nos pacientes em terapia nutricional. O Yoga traz efeitos benéficos nas
sensações de saciedade e por isso pode refletir positivamente no
controle dos impulsos do comer exagerado.

Em um estudo da Revista Brasileira de Terapias Cognitivas pode-se
perceber que quase todos os artigos científicos que examinaram os efeitos do
yoga, relataram que tal intervenção diminui consideravelmente os níveis de
ansiedade e estresse. No geral, o yoga parece modular o sistema nervoso
autônomo através da redução da atividade simpática. Tanto as práticas de
curto como as de longo prazo estão associadas a uma redução de cortisol,
catecolaminas, taxa metabólica e consumo de oxigênio . Além disso, técnicas
de respiração yoguica exercem influência sobre mecanismos respiratórios
involuntários e modulam a interação entre sistema nervoso simpático e
parassimpático (eixo HPA), mudando profundamente os padrões de respiração
e, conseqüentemente, o curso das emoções. Em geral, apesar da diversidade
de estudos (condições, normas e qualidade), o yoga parece ser uma
intervenção de confiança, bem-sucedida e com boa relação custo-benefício no
tratamento dos transtornos de ansiedade, especialmente quando utilizado de
maneira complementar a outros tratamentos.

Importante ressaltar que o Yoga não é só um exercício físico – é uma
decisão, uma mudança, um estilo de vida, uma filosofia milenar que fomenta a
não-violência e a tomada de perspectiva de si mesmo através da meditação e
de uma consciência corporal capaz de levar o indivíduo a escolhas alimentares
mais conscientes e que façam sentido para a sua vida.

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