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A autocompaixão

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Estamos entrando no mês das festas de final de ano. Sempre se misturam o velho e o novo, o realizado e o esperado, o que conseguimos e o que não conseguimos.
Surgem então os desejos de realizações e, com certa determinação, podem vir decisões de mudança. Se for exatamente o que queremos e temos como atingi-lo, poderemos elaborar um plano de ação, um projeto de vida.
Sempre esteve claro para nós que algumas mudanças implicam em planejamentos mais estruturados, envolvendo mais ou menos recursos próprios ou a serem adquiridos. Mas o que interessa no momento é saber que, pelo menos para ter uma relação estável consigo mesmo (ou em nosso caso com seu corpo e a comida), necessita-se bem mais do que um desejo. Acredito que toda mudança comece com uma nova atitude, e para isso, temos que revisar nossos hábitos.
Emagrecer e manter o peso pode ser, sem dúvida, um desejo de muitas pessoas, porém a decisão não são todos que tomam. E para quem a toma, é preciso que seja de forma planejada.
Entendo que pensar em novos conceitos promovem novos sentidos a vida, ou seja, para que as nossas decisões aconteçam precisamos olhar-nos de modo distinto ao que vínhamos olhando até então.
Aqui entram questões que considero fundamentais, como por exemplo “tratar a si mesmo com gentileza e cuidado”. Talvez assim, possamos introduzir uma mudança em nossas vidas que abram as portas dos destinos mais procurados.
Nestas próximas festas de final de ano, é bem provável que se apresentem situações já conhecidas, como: encontros (e as vezes desencontros) familiares, situações emotivas, lembranças, sonhos, carências, como também a abundância de ofertas alimentares, o que em geral nos desestabilizam.
Tentemos, portanto evitar fazer críticas destrutivas a nós mesmos ou fazer generalizações negativas (do tipo “eu SEMPRE estrago tudo”). Vamos dessa vez soltar, perdoar e vermos nossos problemas e falhas como parte normal da nossa condição humana. Sem dramas.
Não atingirmos nossos objetivos não foi nem será o fim do mundo, já que sempre teremos a possibilidade de recomeçar. E eles não determinam nosso próprio valor com base no sucesso. Bem, isso já ajuda muito a diminuir seu nível de stress.
Depois sim, colocar em marcha nosso projeto de vida, com objetividade e quanta leveza seja possível.
Marcelo Kessler
Fundador e Diretor do CREEO
Centro de Recuperação e Estudos da Obesidade

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